domingo, 21 de março de 2010

Dando nome as pedras

Minha mãe teve um AVC aos cinquenta e poucos anos. Ela morava sozinha, ninguém notou nem o pessoal do posto de saúde, nem a irmã ou os irmãos. Alguns meses depois, quando ela desceu do ônibus na cidade em que eu morava, bati os olhos e percebi o que tinha acontecido. Só não fui capaz de imaginar o que ainda estava para acontecer e como nossas vidas seriam mudadas para sempre.

Agora mais de um ano depois do início de tratamento médico particular e quase seis meses de fisioterapia não posso dizer que as coisas tenham melhorado ou piorado, simplesmente continuam. Ontem ela caiu e machucou a mão e eu entrei em uma nova espiral de raiva e revolta. Raiva e revolta de mim mesma, do mundo, dos meus sonhos, de tudo.

2 comentários:

  1. Companheira (estou me dando a liberdade de te chamar assim), só te digo uma coisa: a força da raiva bem direcionada faz milagres! Tive vários momentos de raiva, cada vez que senti procurei canalizar essa energia para uma atitude que fosse boa, como você está fazendo ao começar escrever este blog. Continue firme, conversaremos mais, bjos!

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  2. Não tenho condições de dar conselhos. Aliás, em certas situações até os questiono. É fácil falar da vida dos outros.
    Mas tenha fé e esperança. Nada acontece por acaso. A Myrna que o diga... Mas Deus sabe o que faz e no tempo Dele. Como você mesmo diz, até um anjo ele já colocou em sua vida.

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